quinta-feira, 17 de maio de 2012

Márcio Martins da Costa: Rambo do Pará


“Bandido tem mais é que ficar na cadeia mesmo” respondia em voz baixa Márcio Martins da Costa, o famigerado “Rambo do Pará”, preso no Carumbé seis meses após invadir o “Garimpo Trairão”, ao norte de Mato Grosso. Era sua quinta prisão, a segunda pela polícia de Mato Grosso, e em todas as operações policiais preferia se entregar porque em semanas ou poucos meses era solto pela Justiça ou simplesmente fugia das prisões para reaparecer no paraense Vale da Esperança.

A região do Vale da Esperança não teve dono por um longo tempo, mesmo porque índios caiapós nunca foram chegados no progresso do homem branco, como derrubar a floresta, transformar madeira nobre em tábuas e queimar o resto, abrindo extensas lavouras ou pastagens. Daí que o governo resolveu ocupar os 30 milhões de hectares de terras públicas no Pará dando-as a desbravadores com grossos calos nas mãos e também na cachola, como Léo Heck.

O gaúcho Léo Heck chegou ao Vale da Esperança pela BR-163, a Rodovia Cuiabá-Santarém, em 1977 com a promessa de posse de 3.000 hectares, porém, o INCRA lhe deu o título de apenas 180 hectares, em 1987. Enquanto formava sua fazenda, para plantar boi, descobriram ouro em 1988, e aí resolveu plantar uma cidade chamada “Castelo dos Sonhos” ao centro de oito garimpos espalhados numa área de 400 mil hectares onde trabalhavam 6.000 garimpeiros.

Segundo Léo Heck, conhecido como “Onça Branca”, mas dos poucos a dispensar apelido, foram os garimpeiros “Gaguinho” e “Paraibinha” que descobriram ouro e deram nome ao lugar devido ao refrão da música “Castelo dos Sonhos”. Os dois garimpeiros originais sumiram, não se sabe se enriqueceram ou morreram. Mas Léo Heck se tornou o senhor absoluto do seu castelo, um “desbravador a convite do governo, e nunca desmatador ou grileiro”, e começou a vender os lotes ao equivalente atual a R$10mil, a cobrar taxas dos garimpeiros, e a estabelecer o comércio no distrito, distante 885 km da cidade-mãe de Altamira.

Aparentemente Léo não se intrometia diretamente nos garimpos, mesmo porque a ordem interna dos garimpeiros era imposta por um consórcio de donos de dragas, onde vez ou outra alguém morria, valente ou ladrão, mas, para os demais, todos com os bolsos brefados ou vida ferrada, a rotina seguia na miragem de um dia bamburrarem.

Em 1989 chegou ao Vale da Esperança o mineiro Márcio Martins da Costa, aos 23 anos, num avião em sociedade com outro piloto, era tudo o que tinha de patrimônio, US$10mil. Começou a transportar garimpeiros, ganhou dinheiro, e dizem que era muito amigo de Léo Heck, até que lhe tentou tomar uma área garimpeira na Justiça, tendo agradado a juíza com 2 kg de ouro. Perdeu a causa, mas mesmo que tivesse ganhado, acabaria algemado e arrastado pela rua principal do vilarejo de 235 casas por Léo Heck. Embarcou no pequeno avião e foi para Belém.

Márcio Martins retornou pouco depois. Irrompeu no “Garimpo Esperança IV” a bordo de um helicóptero disparando duas submetralhadoras americanas Ingram, que a imprensa apontou como Uzi israelense, talvez por que pouco antes o Globo Repórter tenha feito uma reportagem sobre armas vindas do Paraguai, sendo as machines guns Uzi, e as miras à laser, consideradas o bicho por gente besta como nós que se encantava com qualquer novidade apresentada pela mídia. Assim, apenas portando as armas, abatendo cinco garimpeiros, empilhando seus cadáveres e pulando sobre eles, foi o suficiente para surgir a fama de Márcio, o “Rambo do Pará”.

O novo dono do pedaço exigiu como tributo de cada dono de draga do “Garimpo Esperança IV” apenas 90 g de ouro, o que lhe rendeu US$320mil com que pagou os custos da operação belicosa, como transporte, homens, e as armas vindas de Miami. Depois disso impôs a sua ordem e o seu comércio. Criou mineradora, empresa de aviação, lojas de equipamentos para garimpeiros, ou compra de ouro, postos de gasolina, da bandeira Shell, e outros bens e serviços.

O óleo diesel no Vale da Esperança era revendido ao preço 130% maior que na região, o que lhe rendia 5,5 kg/ouro/mês; A hora de vôo era de 25 gramas/ouro, mas Márcio cobrava 80 gramas; Se no vilarejo de Castelo dos Sonhos um botijão de gás custava o equivalente a 0,6 grama, na mão do Márcio valiam 3 gramas, o que lhe dava 0,460/ouro/mês; A mesma lógica comercial para os remédios, como contra a malária, que custavam 0,3 gramas/ouro e eram vendidos pelo dobro. A doença, que acometia metade dos garimpeiros uma ou duas vezes ao ano, consumiam 10 gramas de ouro a cada tratamento; Luxos como quatro latinhas de cerveja custavam 1 grama, e uma garrafa de água mineral 0,20 grama.

Márcio Martins em três anos amealhou um patrimônio aparente de 17 pequenos aviões, sendo um deles avaliado em US$600mil, 05 caminhões, 06 postos de combustíveis e outros bens não contabilizados como milhares de hectares de terras e centenas de quilos de ouro por que arrecadava por baixo 80 kg de ouro por mês nos seus três garimpos. Montou uma rede de rádios-amadores na região MT/PA e contava com um grupo armado de 60 homens que controlavam 2.000 garimpeiros.

No entrevero entre “Onça Branca” e o “Rambo do Pará”, se lançava mão do chumbo dos guaxebas ou liminares da justiça, com juízes dando pitaco onde não eram chamados, ou desembargadores desorientados, talvez por conta de políticos que vez ou outra desciam nos garimpos e retornavam com presentes em forma de pepitas. A autoridade moral sempre pendeu para o lado de “Onça Branca”, mas a situação sempre era inconclusiva.

Então apareceu outro personagem a disputar no braço, ou bala, o controle dos garimpos, Edson Martins Cardoso, o “Edson Goiano”, o mais fraco deles, mas que se gabava do seu grupo contar com o lobbie de um advogado com influência no ministério da Justiça. Pelo sim, pelo não, Márcio mandou matar Edson quando soube de uma viagem sua para Barra do Garças, onde se encontraria com um advogado, que acabou morto porque os pistoleiros não encontraram o alvo principal, e não queriam perder a viagem.

As mortes debitadas a Márcio Martins começaram em 02/09/1989, quando pulou do helicóptero com as submetralhadoras, executando cinco homens, e, incontinenti, invadindo “Castelo dos Sonhos” e fazendo tombar mais quatro. Depois disso, contou-se 300 cadáveres debitados em seu nome até fechar o inventário com os três mortos na invasão do “Garimpo do Aquino”, em 09/01/1992. Ao final do mês de janeiro de 1992 chegaria ao fim a crônica do “Rambo do Pará”.

Apesar de andar com armas penduradas pelo corpo, coturno, calça camuflada e a indefectível fitinha vermelha na cabeça, para fazer jus a midiática fama de “Rambo”, o jovem Márcio era um moço urbano, bem educado, de bons relacionamentos e contatos no mundo político e econômico de Belém e São Paulo. Tinha muitos sócios, as quais a imprensa de tempos em tempos nos apresenta alguns deles, ainda vivos e atuantes, mas na época os mais conhecidos era o seu irmão Miron Martins da Costa e José Miguel Villaverde, o “Miguel Argentino”, tido pelo jornalista Lúcio Flávio Pinto como o verdadeiro chefe.

Outros supostos sócios, como o piloto João Américo Vieira, e o médico Orlando Mayer, acabaram acusados ( e quinze anos depois absolvidos ) de terem-no ajudado a invadir o “Garimpo Trairão”, em maio de 1991, em Guarantã do Norte, MT. Mas não conseguiram o controle, apesar da ação espetaculosa e da morte de doze homens. Mesmo assim, a PM de MT se pôs à caça de Márcio Martins, o capturou, e o trouxe para Cuiabá, de onde já tinha fugido uma vez. Apesar do sucesso da caçada, eis que a imprensa cuiabana se pôs a cobrar das autoridades punição da PM porque “na saída, a título de cobrir despesas, arrecadou por intimidação todo o ouro em poder dos garimpeiros”. O assunto foi abafado.

Curiosamente, mesmo com o serviço de inteligência reportando que a logística de fuga de Márcio Martins estava pronta, e que o bando trouxera 15 kg de ouro para Cuiabá, eis que a cúpula da segurança pública o transferiu para um quartel da PM cujo prédio era mais histórico que seguro, de onde se acompanhava o som das missas vindo de uma igreja em frente, e, por onde num domingo se misturou aos fiéis após encontrar a cela aberta e nenhum sentinela no portão. Acabou amanhecendo no Vale da Esperança.

Mesmo com a má fama, muita gente gostava do “Rambo do Pará”, misto de pistoleiro, garimpeiro, sádico, psicopata, assassino por cobiça, ou assassino por farra, como obrigar as vítimas a beber urina, simular felatio na ponta da escopeta ou entre si mesmos antes de morrerem e a filmar algumas das suas ações, quase todas com cenas de mórbida execução ou vilipendio de cadáveres.

Além do comércio que girava ao redor do ouro, o grupo começou a trabalhar com cocaína, refinando no Vale da Esperança o produto vindo de Rondônia e o transportando para o mercado consumidor paulista.  Um dos seus mecânicos de aviões, Cézar Luís Camargo, relatou que Márcio possuía dois laboratórios de refino em sociedade com o deputado federal de Rondônia Jabes Rabelo, que teve o irmão Abidiel preso ao transportar 500 kg de cocaína em São Paulo, e o assombro, portando uma carteira funcional do Congresso.

O Palácio do Planalto se inquietava com a "colombialização" de Rondônia, e o sul do Pará estava no mesmo caminho, como reduto de banditismo, fugitivos, bandos armados, tráfico de drogas e armas, e o pior, os aviões desciam no garimpo para carregar ouro para gabinetes refrigerados que detinham o poder, em Belém ou Brasília. O próprio Márcio reclamava disso, e dizia que as propinas para autoridades estavam pesando no seu orçamento. Porém, o governador Jaber Barbalho alegava falta de recursos e o problema era de Brasília.

Ocorreu que durante a campanha eleitoral para governador de Rondônia, o senador Olavo Pires foi executado por um dos pistoleiros de Márcio, chamado “Polaquinho”. Aparentemente, o senador deu um baile no negócio de drogas do outro sócio, o deputado Rabelo, por que a polícia paulista apreendeu seu avião transportando 50 kg de cocaína, e o combinado entre eles era de transportar apenas 5 kg. Temendo serem passados prá trás, acabou que a morte do senador foi tramada numa das fazendas do Vale da Esperança. O acerto foi presenciado pelo mecânico Cézar, que também apontou conexão com o governador Barbalho porque quando ministro visitara a sede do grupo da família Rabelo em Porto Velho.

O governador Barbalho foi cobrado mais uma vez pelo ministro da Justiça Jarbas Passarinho pela falta de ordem no Pará. Os garimpeiros, considerados comparativamente camelôs da mineração, enquanto as mineradoras eram negócios legais e legítimos, estavam corrompendo autoridades de modo aviltante, e não se sabia o que era boato ou verdade. Até mesmo o bom nome do xerife Romeu Tuma estava na lama porque supostamente descumpriu ordem presidencial contida na “operação selva livre”. O boato era de que 50 Kg de ouro de Roraima deveriam pousar mensalmente em Brasília, caso contrário todas as pistas seriam bombardeados.

Além disso, o tráfico de drogas estava usando a mesma logística dos garimpeiros em toda a amazônia brasileira, e com o preço em queda do ouro faltamente o narcotráfico iria prosperar. Outro problema é que os garimpeiros excedentes poderiam incorporar as fileiras de uma narco-guerrilha, ou do MST, que se voltava para a região por conta das terras públicas griladas e dos trabalhadores escravizados nas fazendas do Pará, Tocantins e Mato Grosso. O “Rambo do Pará” teve uma fazenda expropriada, a Big Valley, por que mantinha 20 trabalhadores escravos que foram resgatadas pela PF.

Sem poder evitar a fadiga, o governador Barbalho deu a ordem, e a PM agiu.

Dois helicópteros circularam a sede de uma fazenda de Márcio Martins da Costa, que não se importou porque lhe disseram que o Departamento Nacional de Pesquisa Mineral faria um serviço de geologia por perto. Mas as máquinas desceram na fazenda e dela pularam uma dúzia de pés-pretos com uniformes e equipamentos de combate. Os capangas fugiram pelo mato, todos correram, menos Miron, que foi capturado, e Márcio se escondeu numa das paredes falsas da casa e lá permaneceu por 18 horas bebendo água mineral e comendo rapadura. A PM vasculhou todos os arredores até escurecer. No dia seguinte, se ouviu o som dos helicópteros decolando e, logo depois, a voz de Miron chamando pelo irmão Márcio.

A porta falsa do esconderijo se abriu e dela emergiu um um rapaz com os membros entorpecidos pela imobilidade de uma noite inteira. Ao virar os olhos pela sala o temível “Rambo do Pará” levou um tiro de fuzil no rosto e enquanto seu corpo caía outro tiro estourou seu coração, antes de tocar o solo dezenas de gramas de chumbo acabaram rasgando seu corpo. A PM cumprira a missão. A região sul do Pará estava pacificada.

quinta-feira, 3 de maio de 2012

Garimpos cuiabanos


Sou assinante da Revista Veja há anos, e não me sinto culpado por isso, apesar de tudo. Mas me sinto ludibriado com a revista desde a prisão federal do empresário Carlos Augusto de Almeida Ramos, no popular, bicheiro Carlinhos Cachoeira, ou para os gringos “Charlie Waterfall”. Há semanas que a Veja não trás reportagens bombásticas na sua “seção Brasil”.

Aparentemente Charlie Waterfall era o próprio quadro da inteligência da Veja, sem ele acabou-se tudo, a revista mixou e para não se tornar esquálida se reforça com reportagens de segunda da sociobiologia norte-americana, vulgo darwinismo social, ou o que justifica o individualismo dos mais espertos na sala, ou selva capitalista. A Veja adora esse assunto, copiam mesmo, copiam tudo.

A prisão do homem que ditava a pauta da revista Veja pegou no rebojo o bom nome de Demóstenes Lázaro Xavier Torres, que foi bostiado. O senador Demóstenes Torres me fez pegar nojo, primeiro pelo seu andar, como se fosse um obeso abobado que necessitasse ser conduzido, e depois pela inesperada defesa da supremacia branca na nossa selva capitalista.

O problema dos nossos capitalistas é que não dispensam o aconchego do Estado, mas mostram os dentes para coisas como o “bolsa-esmola”, oficialmente chamado de “mecanismo condicional de transferência de recursos”, ou o popular “bolsa família”, um programa voltado aos brasileiros em pobreza extrema, como 150 mil que vivem com menos de R$70/mês em MT.

É claro que sabemos quem são os nossos pobres, 90% são pretos, ou afrodescendentes. A maioria está na região cuiabana, e ficam aqui bem menos por “saudade de mamãe” e mais pela “apartheid social gerado pela monocultura” das cidades colonizadas por sulistas. Quando a “gauchada” foi tocada para Mato Grosso pelos militares há trinta anos apanharam aqui feito cão porque eram pobres, e a pobreza é feia, mesmo com olhos azuis. Mas os sulistas que chegaram não eram negros, não eram índios, eram brancos, e eram instruídos, e assim o Estado lhes garantiu terra, infraestrutura e financiamento. 

Confesso que nunca dei bolotas ao senador Demóstenes Torres até que assisti a fala de uma jovem bonita e branquinha chamada Roberta Fragoso Kauffman, seu sotaque nordestino, como os que permeiam os brasilienses envolvia o discurso de que existe uma “racialização em marcha no Brasil”. A bela procuradora do DF se escorava no senador Demóstenes Torres.  

Duvido muito da convicção do senador Demóstenes nestes assuntos por que aparentemente buscava ocupar um lugarzinho mais aprazível no cenário político apenas para tocar os negócios de Charlie Waterfall, e daí que discursava sobre os temas caros às zélites, como a moralidade pública e a paz social, o que envolve terras, pobreza e minorias. A mídia dos homens da nossa Wall Street, digo, Avenida Paulista, gostou do obscuro goiano, mas o espaço virtual, ou blogosfera não gostou não. 

Atualmente os homens da paulista se dedicam a municiar com argumentos, ou conteúdo, os seus agregados da blogosfera, de modo a se manterem firmes, ou com moral, para rebaterem o que chamam de BESTA, Blogosfera Estatal, ou blogueiros remunerados de modo direto ou disfarçado com dinheiro público. Obviamente que não se toca no assunto do financiamento e remuneração dos grandes jornalões, ou de seus editores ou jornalistas.

Essa foi uma sacada do jornalista Fábio Pannuzio para defender os sêniores da Veja, membros do chamado PIG´s, Partido da Imprensa Golpista, ou jornalistas dedicados a paralisarem, ou “sangrarem politicamente” o Palácio do Planalto. O que não aconteceu com o Lula, e muito menos está acontecendo com Dilma. 

A cunhagem de “PIG” para identificar os golpistas foi de Paulo Henrique Amorim, e depois dele toda moagem proliferou feito tiririca pela blogosfera. O jornalista da Veja, Reinaldo Azevedo bem que tentou se contrapor ao conceito PIG criando o JEG, Jornalismo da Esgotosfera Governista, ou blogueiros que se dedicam a repetir as orientações do “comitê central do PT”, também chamados por ele de PETRALHAS, ou petistas corruptos, todos, porque inexistem "Irmãos Metralhas" honestos.

Coisas de crianças mimadas, mas um bocado reveladoras de quem as mimoseiam. 

Por exemplo, PIG, ou porco, está impregnado da contracultura, dos hippies que abominavam aqueles que pensavam só em dinheiro e exerciam a autoridade não para resolução de conflitos e sim para manutenção do status quo, como os patrões, os capitalistas e os policiais. E isso apenas para quem viveu nos anos 60 e 70 nos EUA, como Paulo Henrique Amorim.

Ao mesmo tempo, JEG, com a fonética para “jegue” lembra os xingamentos contra os colegas mais lerdinhos da turma, os ignorantes, no que hoje é bulling na época de moleque pespegávamos nos nossos bobinhos também o jumento, cavalo e anta (aliás, outro PIG, Diogo Mainardi lançou um livro chamado “Lula é minha anta”). Em suma, o tal JEG do Reinaldo Azevedo é muito raso, daí que não se tornou popular como o PIG.

Falando em blogosfera mato grossense, eis que o http://cacetaocuiabano.blogspot.com.br/ do Ely Santantonio, que há certo tempo atritou com o Fábio Pannuzio, está como na velha forma, nem PIG nem JEG, porque sempre diz que não trabalha pelo poder e sim pelas putas. Há semanas que desce a pinhola no governador Silval Barbosa, requenta as coisas, mistura assuntos ( como apontar que o facínora Mario Marcio Martins, o Rambo, era sócio do jovem Silval Barbosa ), berra que o filho do governador é mega empresário, que os Barbosa são isso e aquilo, e cutuca um e mexe com outro. Acabou confessando o motor do destempero de semanas, o governo lhe deve R$150mil e não paga, privilegiando apenas as grandes mídias de Mato Grosso.

terça-feira, 1 de maio de 2012

Os bons cuiabanos: Dante Martins de Oliveira


Dante Martins de Oliveira, vulgo “Magrão”, ou “Homem das Diretas Já”, morreu aos 54 anos devido a uma leve pneumonia, que o levou andando ao hospital, e a uma avassaladora diabetes, que o prostrou por doze horas, até que seu coração deixou de bater. A figura política mais importante de Mato Grosso tentava voltar à cena política, ao Congresso, não conseguiu, mas seu mito elegeu a deputada federal Thelma Pimentel Figueiredo de Oliveira.

Dante de Oliveira apesar de ser homem público era deveras sensível a contrariedades. “Se há problemas então o homem estará pescando em algum lugar do Pantanal”, diziam seus adversários, por que alternava momentos de forte euforia com apertados momentos de depressão. Às vezes sumia por longo tempo como ao romper com os companheiros do MR-8 em 1982, devido a campanha a deputado federal, ao romper com o PMDB em 1990 devido a prefeitura de Cuiabá, a romper com o PDT em 1995 devido ao governo de Mato Grosso.

Dizem os ingratos que as brigas aconteciam apenas para se livrar das dívidas ou compromissos assumidos com os companheiros porque montado nos votos era recebido como uma noiva graciosa e virginal por novos companheiros. Mas Dante de Oliveira também negava fogo como na briga com o Judiciário em 1995, que o levou a ficar semanas recolhido do público, ou quando foi vaiado num bairro pobre de Cuiabá em 1997. Porém, sua reeleição em 1998 levou os seus amigos a considera-lo nome de expressão nacional que não deveria se apoquentar com mixarias de Mato Grosso, e o isolaram. 

Em 2002 perdeu a eleição e o seu PSDB ruiu, seus amigos sumiram, começando com cadeiras que voavam das mãos dos tucanos quando da apuração dos votos. Depois de tudo, tudo se acabou. O senador Antero Paes de Barros concluiu o mandato, e não se elegeu mais. O mesmo aconteceu com sua viúva eleita deputada federal. O PSDB elegeu o deputado estadual, Carlos Avalone, também amigo de infância de Dante, seu ex-secretário de governo, que até usava barba igual ao chefe, mas que raspou e ficando com o rosto liso igual ao novo governador, Blairo Maggi. 

Em 2004 Dante de Oliveira, que ainda procurava vencer a sua agonia e buscava algum tipo de espaço no meio político, ou mesmo a adrenalina de falar com a multidão que cultivava desde os anos 70, fora impedido pelo PSDB de subir nos palanques, pois sua imagem poderia comprometer a do agora melhor homem do partido Wilson Pereira dos Santos, o “Galinho”. Angustiado, novamente se afastou de todos, mesmo porque os olhos, sorrisos e abraços de todos pertenciam ao novo governador. Esperou sua nova chance, e a morte o abateu.

Condoído com a morte de Dante em 2006, o prefeito Wilson quis homenageá-lo trocando o nome da Avenida Mato Grosso, no centro de Cuiabá, para “Avenida Dante de Oliveira”, mas os moradores não toparam, aparentemente eram petistas ou simpatizantes do PT. Então o prefeito voltou à carga, e trocou o nome de uma estreita, mal conservada e longínqua avenida da periferia chamada “dos Trabalhadores” para “Dante de Oliveira”.
As homenagens do PSDB de Mato Grosso ao seu principal tucano foram poucas, sofríveis e se esmaeceram como as três placas plantadas pela cidade em sua honra, e que hoje são meramente lixo abandonado. Se as obras se acabam, vão surgindo dúvidas sobre Dante de Oliveira ser um bom gestor, ou mero entreguista, como diria a oposição, se era um excelente político, ou mero oportunista, como esbravejava Leonel Brizola, se era idealista, ou torto alienado, como diriam antigos companheiros do MR-8, se era puro, ou corrompido, como acusa Palmério Dória. 

O que restou da memória do “Homem das Diretas”? 

Os filhos não vieram porque uma caxumba rendida não deixou. O mais promissor dos sobrinhos se lançou à política, e perdeu. Disseram que seus amigos milionários lhe construiriam algo como o “Instituto Dante de Oliveira”, mas eles não devem ser tão ricos assim, ou preferem esperar novamente o PSDB no poder para então fazerem alguma coisa com dinheiro público. Dizem também que sua viúva se casou novamente, e o novo marido não quer competição com o defunto. 

Em Cuiabá a memória do outrora garboso Dante de Oliveira dos anos 90 vai se apagando. 

Quando foi governador, especialmente no segundo mandato, a mídia o incensava como estadista, um político a frente do seu tempo, alguém que combatera a corrupção, a má gestão pública, o corporativismo, as más práticas da política e que vencera a tudo, finalmente “arrumando a casa”, ou “fazendo a lição de casa”. O modernoso mote “arrumar a casa” era repetido uma barbaridade no Palácio Paiaguás, o que significava demitir pessoal e vender ativos do Estado de Mato Grosso, conforme ordens do Palácio do Planalto de FHC, que repetia a mesma determinação de Washington, DC.

terça-feira, 24 de abril de 2012

CHE


“Se queremos dizer como desejamos que nossos filhos sejam educados, devemos dizer sem vacilação: queremos que se eduquem no espírito de Che! Se queremos um modelo de homem, um modelo de homem que não pertence a este tempo, um modelo de homem que pertence ao futuro, de coração digo que esse modelo, sem uma só mancha em sua conduta, sem uma só mancha em suas atitudes, sem uma só mancha em sua atuação, esse modelo é Che! Se queremos expressar como desejamos que sejam nossos filhos, devemos dizer com todo o coração de veementes revolucionários: queremos que sejam como Che!”.  (Fidel Castro em 18/10/1967 ao anunciar a morte de Che).


Quando garoto me encantei com o barbudo Fidel Castro, uma espécie de macho mais macho que o Leonel Brizola, a quem admirava, mas que não segurava o império norte-americano pelo saco como fazia o cubano. Apenas muito tempo depois soube que Fidel tivera um companheiro importantíssimo, um argentino chamado Ernesto, El Che.

O Che para mim era uma espécie de Rodrigo Cambará real, e com mais conhecimento sobre esse ator da história contemporâneo latino-americano mais se tornava insuportavelmente sobre-humano, admirável e nobre, como apenas os melhores homens o são, e como bem poucos serão. Esqueci Che por anos, pois sua correção me tornava deprimido. Hoje não, apenas sei, num lamento, que ele nunca me escolheria para lutar ao seu lado na Bolívia.

Che morreu em 1967 e desde então é uma referencia a quem vários se dedicam a apagar, como a revista Veja.

Em 1997 foi publicada uma reportagem de Dorrit Harazim sobre o homem que saiu da vida para entrar na história ao esposar valores como amor ao próximo e justiça social, é claro que, como todo rebelde com causa, a custa de fuzil. A jornalista Dorrit pouco entendia de jornalismo, mas sua inquietude curiosa e insatisfação com as coisas prontas levaram Mino Carta a recrutá-la para Veja nos anos 60. Certamente que, trinta anos depois ainda conservava muito da contracultura dos anos rebeldes em si e, então, partiu para Bolívia, caminhou pelas trilhas, pelas quebradas, conversou com as pessoas, levantou documentos, a história, e escreveu a reportagem “O triunfo final de Che”.   

Em 2007 a Veja resolveu “comemorar” a efeméride com “Che: Há quarenta anos morria o homem e nascia a farsa”, dos jornalistas Diogo Schelp e Duda Teixeira, jovens recrutados como trainees pela revista e que para evitarem a fadiga apenas mandaram e-mails a fontes anti-castristas da Flórida. Acabaram repetindo bobagens e levaram esporro do especialista em Che, o ianque Jon Lee Anderson, e, se vingaram do homem com um “você nunca mais será citado nas páginas da Veja”.  Feio para os garotos, mas deve ter agradado ao patrão, que nos anos 90 fazia matérias favoráveis ao MST e outros movimentos sociais, mas que nos anos 2000 criminalizou a todos. 

De qualquer forma, apesar dos bloqueios culturais e institucionais de tratar de temas como latinidade americana, vez ou outra, algum brasileiro se põem a escrever sobre Che, como o jornalista Saulo Gomes no livro “Quem matou Che Guevara – O seu delator estava no Brasil”. 

A história é que o boliviano Juan Alex Aldunati, estudante de Direito, enviado de Che ao Brasil o delatou. Segundo Saulo Gomes, o boliviano havia furtado uma caixa de ferramentas do vizinho, amigo de um escrivão do DOPS, que, se recusou a dar uma dura no boliviano, pois o caso era crime comum e não político, mas, mesmo assim, encaminhou o ladrão a delegacia, e isso o assustou, o levando a dizer que não roubara e sim "expropriara" a caixa com as ferramentas. Assim, diante da palavra “revolucionária”, a polícia quis saber mais e o estudante Aldunati abriu o jogo: Che estava na Bolívia.

Curiosamente, na mesma época passava por Cuiabá um homem alto, pele clara, cabelos escuros, pouco sorriso, voz de comando, com leve sotaque castelhano procurando Carlos Jorge Reiners, o notório comunista pantaneiro que fora preso e torturado pelo Exército. Mas ninguém deu importância aquele estrangeiro que usava um agasalho pesado, e procurava justamente o inimigo do Golpe de 64, talvez por que naquele dia fazia muito frio em Cuiabá, e cuiabano não pensa no frio. O que o homem queria de Reiners, e negou que fosse o Che, eram informações da região, como a “guerrilha de Guiratinga”.

A história de Saulo Gomes, de o delator ser um destemperado boliviano não faz sentido. Che escolhia bem os amigos e muito mais os seus companheiros. A coisa não faz sentido, tanto que e o jornalista nem se detém nela, apenas a usa para sustentar o título do livro porque, de resto, vai até a Bolívia tão somente ouvir o oficial que capturou Che, o general Gary Prado Salmón. O militar boliviano é o que se sabe, um cavalheiro, tanto que tratou bem os prisioneiros, e após ver o cadáver de Che amarrou um lenço em seu maxilar para não deformar seu rosto. Como todo oficial, e cavalheiro, teria se recusado a vil e infame tarefa de executar os prisioneiros por ser “soldado e não carrasco”, cabendo a incumbência ao sargento Mário Terán Salazar. 


segunda-feira, 16 de abril de 2012

Os bons cuiabanos: Carteiro João Tenteia



“É que eu quero evitar a fadiga” é o mote do carteiro Jaiminho de Tamangandapio, personagem da turma do Chavez, que manda os destinatários procurarem suas próprias cartas no malote ao invés de fazê-lo (para evitar a fadiga), e que tem outra característica do bom servidor público, é um simulador de trabalhador comprometido com o trabalho, andando para cima e para baixo empurrando a bicicleta dos correios porque não sabe usá-la, e se descobrirem será demitido.

O jaiminho é icônico, bem como todos os personagens do criador do Chavez. Mas em Cuiabá tivemos um carteiro parecido, conforme relata o historiador Rubens de Mendonça (de cujo título infelizmente eu esqueci há alguns anos):

Na época do Segundo Império o correio gastava trinta dias no trajeto Rio de Janeiro - Cuiabá, passando por Buenos Aires, e,quando chegava ao Porto cuiabano dava um tiro de canhão (e o quartel onde fica hoje o SESC Arsenal dava outro tiro, “repercutindo” a boa notícia). Então os interessados, letrados ou curiosos, iam até a sede do correio na Praça Ipiranga retirar as cartas e encomendas. Atualmente há no mesmo lugar uma agência dos Correios.

Nos anos de 1870 mais de 80% das pessoas eram analfabetas e, portanto, a clientela do correio estava potencialmente em quatro mil cuiabanos e, certamente nem todos eram consumidores vorazes das letras. De qualquer forma, centenas de pessoas se aglomeravam para pegar suas encomendas, jornais e cartas, diretamente no balcão do correio. No dia seguinte os dois carteiros da cidade se punham a procurar os destinatários dos seus serviços.

O nome de um dos carteiros o tempo comeu, quanto ao outro, seu apelido era “João Tenteia”.

Tentar não era o verbo do carteiro, ou tentiá, conforme diriam os caipiras. O nosso Carteiro Jaiminho se chamava João e era tão bonachão que o povo achava graça da sua lerdeza e diziam que seus pés tinham teias de aranha, daí o apelido “João Tenteia”. De modo que, se o correio levava 30 dias para trazer uma carta a três mil quilômetros de distancia, eis que o João levava outros 30 para entregá-la em mãos, e dizia sempre ladino,“chegou agorinha, tá fresquinho”, mesmo com a data do carimbo marcando o contrário.

domingo, 15 de abril de 2012

O blog Piqui Roído


“Piqui Roído” (http://resenha-rest-cba.blogspot.com.br/) é dos blogs mais interessantes por conta da crítica ácida a alguns comportamentos cuiabanos ou “sobre certos absurdos da cidade não falados pela mídia local”. É claro que o autor é anônimo, daí a liberdade com que aponta pequenas maracutaias e outras manobras nos bares e restaurantes nativos por que se fosse conhecido seria tão mimoso ou cuti-cuti quanto o “Panelinha Cuiabana” (http://panelinhacuiabana.blogspot.com.br/).

A “metrópole” pode contar com 500 mil habitantes e ser a capital do Estado, porém a mentalidade provinciana é reacionária a modernidades como liberdade de expressão. E aí dá-lhe pau no lombo dos incautos. Então em Cuiabá é normal que um jornalista gozadinho seja processado ao colocar um nariz de pinóquio num figurão inábil com suas promessas, ou um jornalista maluquinho ser perseguido ao escrever um artigo pouco lisonjeiro a outro figurão local.

A começar o nome do blog é curioso e irreverente.

A expressão cuiabana “pequi roído” é tradicionalmente usada para resumir o caráter de um homem tido como imprestável, vagabundo ou sem futuro, ou seja, quando se diz “fulano não vale um pequi roído” é mais significativo e enfático que “não vale um dólar furado” ou “não vale o prato que come”. É claro que para não forçar a amizade, quando se lança a expressão no rosto de alguém tudo é dito com muito carinho, e também na ausência do tal fulano. 

De qualquer forma, as postagens do “Piqui Roído” são centradas nas coisas observadas ou acontecidas com o autor, solteirão, maduro, que gosta de comer, beber e reclamar dos serviços de bares e restaurantes e afins de Cuiabá. Aliás, pelo tanto que reclama, gostar de pegar fila, usar palavrões e estrangeirismo, tem-se a leve impressão que o autor do “Piqui Roído” seja um paulistano enrustido. Só falta me aparecer evocando a origem italiana e ser eleitor do PSDB.

Mas gosto do blog do cara também pelas pérolas que solta como “o El Pancho traiu o movimento mexicano, véi”, e aí desanda a meter o pau no bar. Ou ainda, “sábado dei uma passadinha no bar do Lucius prá matar a saudade, tava com espírito boêmio”, explicando que o bar do Lucius “virou point porque uma meia dúzia de universitários começou a frequentar e hoje virou esquenta da boate gay Zumzum”.

Confesso que o melhor trecho de todas as postagens, e que me levou até o “Piqui Roído” foi sobre a pizzaria e choperia Hit, de um dos filhos da finada professora Edna Maria de Albuquerque Affi, uma das mulheres mais importantes de Mato Grosso. O dono da pizza Hit é José Mario de Albuquerque Affi, discretíssimo fiscal de tributos estaduais.

Eis o estilo:

“Pouco depois do Lucius tem o Pizza hit, um local que é um verdadeiro mistério a ser estudado do capitalismo: tá sempre vazio mas nunca fecha! (...) O letreiro até que foi renovado, mas a parte onde a marca de bebida com a qual o estabelecimento tem contrato não! É a logomarca da Brahma de quinze anos atrás! E, enquanto voltava para o carro, pude observar que as cadeiras, de plástico, tinham logomarca do Guaraná Brahma! Fiquei até me perguntando agora se eles aceitam cartões... talvez até aceitem, mas a maquininha, no mínimo, deve ser do tempo do Rede card. Museu mesmo...”.

Deverasmente, um verdadeiro mistério do capitalismo em Cuiabá.

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

O blog xociedadecuiabana

No dia 10/11/2011 o Diário de Cuiabá, com Dafne Spolti, reportou que o sócio do "Programa VIP" Eduardo de Freitas Carvalho iria processar o dono desconhecido de um blog que satirizava pessoas da alta sociedade a partir de fotografias do portal do seu Programa VIP, no que considerava "totalmente ofensivo e depreciativo, feito por alguém cuja identidade é uma incógnita, um rato de esgoto, uma pessoa que está se divertindo porque pensa que não existe lei".

As palavras do sempre simpático colunista foram duras e, portanto, chamativas, então arresolvi assuntar o sítio http://xociedadecuiabana.blogspot.com/ apresentado como "XÔciedade CUiabana é um blog de humor crítico que fala sobre a sociedade cuiabana", preferencialmente da alta sociedade local que se esbalda nas boas festas e demais eventos festivos-etílicos das terras de Rondon. É claro que gostei das besteiras do "xociedadecuiabana".

Afinal de contas quem se leva a sério? Ao que se sabe nenhum vivente pisa em nuvens de algodão ou abraça diretamente o sol e ninguém é sempre belo, eternamente apresentável ou socialmente agradável por que sempre há o momento de uma péssima foto, ou foto de um péssimo momento, ou mesmo o chamado “pé na jaca”. Somos demasiados humanos pois não?

No caso, o forte do blog "xociedadecuiabana" são os comentários às fotos pescadas nas colunas sociais eletrônicas e isso pode ser pouco lisonjeiro ao retratado ( nesse caso o dono do blog já disse que remove a foto ). Mas essa moagem do blog não é nova porque lembra a moagem dos balões de diálogos com frases como “sou o fofinho da mamãe” ou “comigo ninguém pode” que “ilustravam” as fotografias dos álbuns de família dos anos 80/90.

Ao que se sabe as pessoas da alta sociedade pouca atenção pública dão a esses assuntos de deleite da patuléia por merecedor talvez de um leve arquear de uma das sobrancelhas. Apenas isso e ponto final! No entanto alguém sempre se condói por seus amigos que pisam em nuvens de algodão e abraçam o sol.

Pois não é que, ao mesmo tempo em que o classe média pau-rodado Eduardo D´Carvalho (numerologia é Fróid ) sapateava com o “xociedadecuiabana” o garoto terrível Muvuca através do Facebook enchia a paciência da socialite Virgínia Mendes devido ao seu estilo milionário de vida? Coisa à toa. Todavia apareceu alguém chamado Junior Cuiabano, “o mestre de cerimônias da voz imponente”, abelhudamente mandando o Muvuca se colocar “na sua pequena insignificância”. Como diriam os jovens: podre.

Arquivo do blog